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CREFITO 2097/TO   
 
 
   
 
 
   
   
 
 
 
 
 
TERAPIA OCUPACIONAL EM REABILITAÇÃO COGNITIVA

 
 
 
 



Terapia Ocupacional Em Reabilitação Cognitiva - Relato de experiência

TERAPIA OCUPACIONAL
É a profissão da saúde que trabalha na reabilitação e tratamento de pessoas de diferentes idades, cujas vidas diárias estão afetadas pelos desafios das disfunções e limitações causadas por problemas físicos, cognitivos e/ou mentais.

• Utiliza-se de uma variedade de métodos de tratamentos e atividades específicas;
• Desenvolve programas de prevenção, manutenção, restauração e melhora dos níveis de desempenho; • Com o objetivo de obter um nível satisfatório de
independência, trabalho, cuidados pessoais e lazer.

Independente do diagnóstico do paciente que nos chega, consideramos em primeiro lugar, a importância de valorizar o indivíduo em sua singularidade, sua história de vida, atentos às suas experiências e vivências pessoais, intelectuais, profissionais, suas habilidades, interesses e limitações.

PLANO DE TRATAMENTO
Visa principalmente:
• Aliviar os déficits cognitivos e as alterações de comportamento;
• Melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família;
• Busca uma abordagem multidisciplinar.

Utiliza-se de instrumentos que possam resgatar e ampliar: habilidades laborais, cognitivas, emocionais, sociais, culturais, criativas, expressivas.
Prioriza estabelecer o uso mais eficiente da memória, atenção, concentração e orientação espaço-temporal.

ESPAÇO FÍSICO PARA ATENDIMENTO
Deve ser acolhedor e estar vinculado ao espaço psíquico, sócio-econômico e cultural do paciente;
Reservado para o desenvolvimento, treinamento e adaptação do trabalho de criação, persistência, disciplina e organização;
É um espaço que pode ser re-construído e/ou ampliado ao longo do processo terapêutico.

AMBIENTE TERAPEUTICO
• Deve possuir sala com boa iluminação e climatização;
Piso adequado;
• Baixo nível de ruído externo;
• Pouca reverberação (devido possível queda nos limiares auditivos);
• Material terapêutico de fácil acesso físico e visual.
Vide fotos em espaço físico.

O PROCESSO TERAPÊUTICO
Deve envolver tarefas e/ou atividades ligadas a déficits/limitações individuais específicos;
É realizado dentro do próprio contexto em que a habilidade e/ou o produto final serão posteriormente utilizados.
Entendemos que o PROCESSO TERAPEUTICO, (independente do diagnóstico) pode expressar a singularidade ou a identidade biográfica de cada indivíduo, onde confluem distintos campos de experiências, conhecimentos e livres formas de expressão e subjetividade.

PROCESSO TERAPEUTICO ENVOLVE:
materiais expressivos diversificados, disponibilidade interna do indivíduo, experimentação, construções e transformações que os materiais expressivos podem propiciar ou não, durante o atendimento.
Pode auxiliar o despertar de novas sensações, percepções, permitir a exploração de texturas, formas, curvas, cavidades, pontas, cheiros, sabores, e desenvolver novas habilidades e interesses.
As atividades realizadas envolvem não apenas registros verbais e visuais, mas também sensoriais e motores, relacionados à memória preservada do indivíduo. Agem como o porta-voz dos nossos pacientes. Assim como uma manifestação artística, onde o autor tenta expressar a vivência da obra.

MATERIAIS E FERRAMENTAS TERAPÊUTICAS
MATERIAL PERMANENTE E DE CONSUMO

Ferramentas terapêuticas

Materiais de consumo

Mural para livre expressão

AS ATIVIDADES TERAPÊUTICAS
Devem ser aplicadas a situações particulares;
Estar vinculadas as necessidades do paciente em seu cotidiano, adequadas às suas dificuldades;
Devem apresentar dados de realidade de forma organizada e contínua;
Devem criar estímulos ambientais que facilitem a orientação espaço-temporal;
Devem engajar o indivíduo em interações sociais e melhorar a comunicação

DO PONTO DE VISTA PSICO-SOCIAL
Envolvem processos do pensamento que utilizam os sentidos da visão, da audição, do olfato, do paladar, do tato...
Envolvem processos de expressão plástica que podem revelar sentimentos, conflitos, medos, limitações, realizações, gratificações...
Envolvem processos de socialização que podem revelar facilidades e/ou dificuldades de comunicação, convívio, tolerância, aceitação do outro...

INTERAÇÕES SOCIAIS
 

JOGOS E ATIVIDADES EM GRUPO INDIVIDUALIZADAS
 

COMPARTILHANDO ATIVIDADES E MATERIAL
 

DATAS COMEMORATIVAS
(PÁSCOA E NATAL)
 

O PONTO DE VISTA FÍSICO
• Postura;
• Movimentos corporais;
• Coordenação dinâmica geral;
• Motricidade.

MOTRICIDADE FINA


COORDENAÇÃO VISO-MOTORA


POSTURA
 

O PACIENTE
Apresenta:
doença cerebral degenerativa, caracterizada por perda progressiva da memória e de outra funções cognitivas, que prejudicam suas atividades de vida diária e seu desempenho social e ocupacional.

PRINCIPAIS SINTOMAS
• Apresentam capacidade cognitivo-comportamental e habilidade motora com comprometimento significativo do ponto de vista ocupacional e laboral.
• Apresentam pobreza do discurso, dificuldade de comunicação, incapacidade de iniciar e persistir em atividades dirigidas, redução da expressão emocional vinculados à sub-estimulação social crônica e ao “medo de errar”.

• Em sua maioria, quando estimulados, denotam habilidade intelectual satisfatória.
• Apresentam importantes e/ou graves sintomas emocionais e afetivos, com predomínio de pouco contato visual com o TO e com o grupo e linguagem corporal reduzida.
• Apresentam ainda comprometimento no processo criativo, com dificuldades de expressar desejos, sentimentos, pensamentos e conflitos;
Interesse diminuído frente novos projetos, baixo nível de iniciativa, tolerância e perseverança.

Conseqüentemente, em sua maioria, dependem de estímulos, incentivos, orientação e treinamentos constantes, para persistirem, concluírem suas atividades e atingirem seus objetivos, tanto no espaço terapêutico quanto no meio em que habitam.

EXEMPLOS DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA TERAPIA OCUPACIONAL
PINTURA EM TELAS E OBJETOS DE DECORAÇÃO
 

DESENHOS DE LIVRE EXPRESSÃO
 

PINTURA, COLAGEM, COSTURA
 


O ATENDIMENTO
O atendimento varia de 2 a 4 vezes por semana, com duração de 04 horas por atendimento, incluindo 50 minutos de atividade física e lanche.
O número de pessoas no grupo varia de 03 a 10.

A FAMÍLIA/CUIDADORES
As intervenções de suporte e aconselhamento fornecidas aos familiares e/ou cuidadores dos pacientes, podem reduzir consideravelmente sintomas de ansiedade e depressão existentes entre estes, alterando de forma significativa o bem-estar dos pacientes e de suas famílias.

ATENDIMENTO INTERDISCIPLINAR
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CONCLUSÕES

TRATAMENTO INTERDISCIPLINAR
Entendemos que a realização do tratamento/treinamento cognitivo através da TO associado ao tratamento de outros profissionais da saúde, pode acelerar e aumentar os possíveis efeitos terapêuticos dos outros tratamentos, em especial do tratamento farmacológico, melhorando a performance cognitiva, o comportamento e a qualidade de vida dos pacientes e familiares.

TÉCNICAS DE REABILITAÇÃO
Observamos que a associação de técnicas de reabilitação cognitiva podem auxiliar na estabilização ou resultar na melhora dos déficits cognitivos e funcionais, que são caracteristicamente progressivos nestes pacientes.

O AMBIENTE TERAPEUTICO
É essencial não apenas construirmos e mantermos nossos espaços terapêuticos, mas principalmente cuidarmos e ampliarmos nossos espaços, como veículos acolhedores dos processos terapêuticos, onde o paciente possa se reconhecer em sua própria produção expressiva e seja favorecido pela expansão e o desenvolvimento de novas habilidades e novos interesses.

Terapia Ocupacional
Para a Terapia Ocupacional não é o valor do produto final da atividade que se persegue.
É o processo terapêutico que é imprescindível para o entendimento, compreensão e desenvolvimento do indivíduo, principalmente ao que se refere ao resgate cognitivo, funcional e social.

Entendemos que implica numa fascinante jornada de caminhar ao lado dos que AINDA buscam a si mesmos.

“ Trata-se de um caminho feito de cores e de formas, repleto de significados. Este caminho, às vezes é longo, às vezes é cheio de obstáculos, obrigando a recuos e paradas... Por ele caminham viajantes solitários ou, por vezes, bandos alegres e ruidosos. E todos, ao passarem, deixam rastros e restos, pistas e partes...”
Angela Philippini, 2001, p.19

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